Godinho Lopes garantiu que o Sporting não tem qualquer envolvimento no caso Cardinal e diz-se completamente convencido da inocência do vice-presidente Paulo Pereira Cristóvão, que foi constituído arguido no âmbito do processo de inquérito instaurado pelo Ministério Público.
"Depositamos confiança em Paulo Cristóvão e acreditamos na sua inocência. É um companheiro que nos seguiu durante todos estes meses no Sporting, que ajudou imenso em variadíssimas frentes com resultados visíveis, e que merece todo o nosso respeito", disse Godinho Lopes, numa entrevista à agência Lusa, sobre o caso que está a abalar o futebol português.
O presidente leonino enfatizou o facto de Paulo Pereira Cristóvão ser "apenas arguido", o que significa que "irá ser julgado, se entretanto o processo não for arquivado, e que só depois do julgamento haverá uma decisão do tribunal", que promete respeitar, seja ela qual for.
Em relação à decisão de Paulo Pereira Cristóvão de suspender o mandato, o dirigente fez a defesa da atitude do colega de direção: "O Paulo entendeu que não deveria pôr em causa o bom nome do Sporting e suspendeu o mandato, o que não significa qualquer assunção de culpa, pelo contrário. E fê-lo para que as averiguações prossigam com toda a tranquilidade e não se misture o nome do Sporting. É um grande sportinguista, já o demonstrou em diversas frentes que se preocupa exclusivamente com o clube e não quer ver o seu nome manchado".
Confrontado com a evidência de que este ficou, inevitavelmente manchado, Godinho Lopes discorda, por entender que o Sporting e a SAD "não têm rigorosamente nada a ver com o processo" em causa, apesar de um vice-presidente ter sido constituído arguido, o que, em seu entender, "não significa que seja culpado" e que o processo deve seguir os seus trâmites no âmbito do segredo de justiça até se determinar que vai ou não a julgamento.
Rejeitou, também, que este processo esteja a causar danos à imagem do Sporting, alegando que tudo depende da forma como for utilizado em termos públicos, na medida em que Paulo Cristóvão "é pessoa que merece total confiança" e acredita que este "vai ser inocentado", disponibilizando-se "a prestar todos os esclarecimentos" às autoridades competentes "no momento que entenderem oportuno".








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